Novembro 30, 2009 por ♥ Lyani
Fui indicada a fazer pela Poetriz:

Regras:
1) Cumprir as regras
2) Levar o selo consigo, dizendo que está ou estará participando da brincadeira.
3) Completar as seguintes frases:
Eu já… achei que a vida seria um conto de fadas.
Eu nunca… consigo odiar ninguém.
Eu sei… que erro muito, mas as vezes sou orgulhosa demais pra admitir.
Eu sonho… com um mundo melhor (e sei o quanto isso é clichê, mas é verdade).
4) Indicar cinco blogs para participarem da brincadeira:
- Acqua;
- Isso é Bossa Nova;
- Peguei no meu coração;
- Unitas Multiplex;
- Rabiscos.
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Novembro 27, 2009 por ♥ Lyani
Tudo isso, que é nada, subitamente parece tão absurdo e patético e insano e monótono e falso e sobretudo tristíssimo”
. Caio Fernando Abreu in Estranhos Estrangeiros .
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Novembro 19, 2009 por ♥ Lyani
Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.
Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.
Jorge Luis Borges in Elogio da Sombra
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Novembro 12, 2009 por ♥ Lyani
Este ganhei da fantástica …aquela!

1. Enumerar cinco coisas que você gosta em um livro:
Escrita, conteúdo, título, autor, o livro em si, incluindo capa, estilo, enfim…
2. O que você seria capaz de fazer por um livro?
Bem, uma vez eu cheguei a vender doces na escola e digitar trabalhos para poder comprar livros… então, acho que seria capaz de quase tudo! rsrsrsrsrs
3. Quando você vai comprar um livro, o que te chama a atenção? Enumere quatro coisas:
Isso depende, se eu estiver numa livraria sem saber exatamente o que eu quero, são as seguintes: o título (sim, é a primeira coisa que me chama atenção), a capa, o tamanho (quanto mais páginas, melhor!), o preço.
4. Cite as nove melhores coisas em uma amiga:
Sinceridade, companheirismo, lealdade, saber ouvir, saber falar e até brigar quando preciso, compreensão, respeito, liberdade, e fundamentalmente amor.
5. Indicar três blogs para o selinho:
- Poetriz;
- Anti Conto de Fadas;
- Retrato.
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Novembro 11, 2009 por ♥ Lyani
Lanço meu olhar sobre o Brasil e não entendo nada”
. Da canção “Negros”, de Adriana Calcanhoto .
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Novembro 7, 2009 por ♥ Lyani
O Livro da Solidão por Cecília Meireles
Em Releituras
Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: “Que livro escolheria para levar consigo, se tivesse de partir para uma ilha deserta…?”
Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: “Uma história de Napoleão.” Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio… Pode ser um passatempo…
Os que nunca tiveram tempo para fazer leituras grandes, pensam em obras de muitos volumes. É certo que numa ilha deserta é preciso encher o tempo… E lembram-se das Vidas de Plutarco, dos Ensaios de Montaigne, ou, se são mais cientistas que filósofos, da obra completa de Pasteur. Se são uma boa mescla de vida e sonho, pensam em toda a produção de Goethe, de Dostoievski, de Ibsen. Ou na Bíblia. Ou nas Mil e uma noites.
Pois eu creio que todos esses livros, embora esplêndidos, acabariam fatigando; e, se Deus me concedesse a mercê de morar numa ilha deserta (deserta, mas com relativo conforto, está claro — poltronas, chá, luz elétrica, ar condicionado) o que levava comigo era um Dicionário. Dicionário de qualquer língua, até com algumas folhas soltas; mas um Dicionário.
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Publicado em Cecília Meireles, Literárias | 1 Comentário »
Novembro 3, 2009 por ♥ Lyani
A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente”
. Machado de Assis .
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Outubro 31, 2009 por ♥ Lyani
Procuro uma alegria
uma mala vazia
do final de ano
e eis que tenho na mão
- flor do cotidiano -
é vôo de um pássaro
é uma canção”.
. Carlos Drummond de Andrade .
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Outubro 27, 2009 por ♥ Lyani
Gosto de armar quebra-cabeças. Nome errado. Eles não quebram a minha cabeça. Ao contrário, põem a minha cabeça no lugar. Nome mais apropriado deveria ser “junta-cabeças”. Todas as atividades que implicam arrumar, armar, juntar, montar, tecer têm uma função terapêutica. Elas ativam processos organizatórios das emoções e das idéias. Juntando as peças do meu junta-cabeças sobre a mesa vou juntando as peças do meu junta-cabeças interno.
Rubem Alves in Ostra Feliz Não Faz Pérola
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Outubro 25, 2009 por ♥ Lyani
Primeiro quis escrever nossa história para livrar-me dela. Mas para esse objetivo as lembranças não vieram. Então notei como a nossa história estava escapando de mim e quis recolhê-la de novo por meio do trabalho de escrever, mas isso também não destravou as memórias. Há alguns anos deixo nossa história em paz. Fiz as pases com ela. E ela retornou, detalhe após detalhe, de uma maneira redonda, fechada e direcionada que já não me deixa triste. Que história triste, pensei durante muito tempo. Não que eu pense agora que ela é feliz. Mas penso que é verdadeira e, diante disso, perguntar se é triste ou feliz é algo que não faz sentido”.
. Bernhard Schlink in O Leitor .
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