Livro: A Garota dos Pés de Vidro
Autor(a): Ali Shaw
Editora: Leya
Páginas: 287
Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5- Adorei)
A Garota dos Pés de Vidro sem dúvida é o tipo de livro que me faz suspirar. Adoro narrativas poéticas, meio fantasiosas e que emocionam até o último fio de cabelo. Foi exatamente assim que me senti lendo esse livro, além dele ter sido o livro que me despertou de novo para o prazer da leitura e as maravilhas de mergulhar num bom livro. Confesso que esse ano, até então, estava lendo sem muitas emoções. Mas Ali Shaw e sua narrativa lindíssima e cheia de descrições poéticas mudou isso totalmente. E são tantas coisas a comentar sobre esse livro que não sei nem por onde começo.
Vou começar falando do livro em si. A capa é linda e chamou muito minha atenção, assim como o título que também é lindo. As páginas são de um tom meio envelhecido com as bordas em cinza quase prateado que também deixa tudo muito encantador e charmoso. Tudo isso é importante, pelo menos pra mim, na hora de comprar ou escolher um livro pra ler. Nem sempre a beleza exterior nos leva a bons conteúdos, mas este foi um caso bem sucedido.
Dentro das belas páginas encontra-se uma história criativa, melancólica e linda, narrada com detalhes poéticos e que tornam momentos singelos em algo encantador e que faz toda a diferença na história. Adorei a narrativa de Shaw e ele realmente me cativou, principalmente com seus personagens apaixonantes. Midas Crook foi o primeiro que me cativou. Seu jeitinho introspectivo, tímido, com medo de qualquer contato, solitário, mas dono de um olhar maravilhoso sobre as paisagens e pessoas a sua volta, já que é um ótimo fotógrafo.
Midas me cativou logo nos primeiros capítulos e eu só passei a gostar mais dele com o avançar da história. Ida, a garota dos pés de vidro, também é cativante e já de início você se sente compelido a querer ajudá-la, confortá-la, fazer alguma coisa por ela. Os pais de Midas também me cativaram muito com sua história triste e complicada e até Carl, que por suas atitudes eu deveria não gostar muito, me cativou. Percebi que Shaw conseguiu imprimir relevância a tudo que ele relatava, desde uma simples libélula até um personagem secundário e isso deu fluidez a leitura.
E claro que não posso deixar de comentar sobre Denver. Que garotinha incrível. Filha do melhor amigo de Midas e toda cheia de personalidade. Fiquei embasbacada com a maturidade e algumas falas dela. Muito fofa. Enfim, juntando tudo isso: uma linda narrativa com personagens cativantes, o resultado é uma história linda, triste e encantadora. Eu confesso que quando soube desse livro eu pensei que seria algum conto de fadas sobre uma garotinha numa floresta encantada. Bem, na verdade não deixa de ser isso, mas num tom bem mais adulto do que eu esperava.
A garotinha é uma mulher passando por uma grande dificuldade. O príncipe encantado é um rapaz tímido e cheio de traumas e a floresta não tem nada daquela beleza quase ilógica dos contos de fadas, mas sim um certo encanto melancólico, invernal e misterioso. Os cenários narrados são fantásticos. Neles se passam a história de Ida que é uma mulher cujo problema é estar se transformando em vidro.
Ida encontra em Midas um companheiro e quer passar com ele, seus ultimos momentos antes do derradeiro final, que tentam, juntos, adiar o máximo possível. O final do livro é bastante previsível, mas muito emocionante. Eu pelo menos, me vi chorando nas últimas cenas. Mas também é um tipo de final que costumo gostar.
Acredito até que o autor tentava nos passar uma mensagem mais profunda, se é que é possível, do que sua própria narração. A mensagem de que é preciso acreditar em coisas impossíveis, não se acomodar a ponto de não enxergar mais beleza nas coisas simples da vida, viver o que é possível viver e de maneira intensa. Porque, como está escrito na contra-capa do livro:
Se não é mais capaz de surpreender-se e maravilhar-se com os mistérios dessa vida, talvez seu coração já tenha endurecido”.
Leitura super recomendada!
Caso ainda seja capaz de surpreender-se
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Ainda não tinha ouvido falar desse livro.
Mas achei engraçado e interessante também a questão da capa. Os detalhes. Eu já cheguei a desistir de um livro por causa da capa. O olhar não agradou-se com aquela configuração e o livro ficou na livraria. A última vez que isso aconteceu foi com o livro “precisamos falar sobre Kevin”. Eu queria muito ler, mas não suportava a capa. Até que apareceu uma capa nova por causa do filme e ele veio pra casa comigo. rs
bacio
Lyani, eu também quero ler este, que resenha fantástica!
Eu também adoro livros com narrativa poética. Quando vi esse livro eu tambéms achei que era sobre algum conto de fadas sobre uma garotinha numa floresta encantada. Beijos.