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Se olho para essas lajes, vejo nelas gravadas as suas feições.! Em cada nuvem, em cada arvore, na escuridão da noite, refletida de dia em cada objeto, por toda a parte eu vejo a tuda imagem.! Nos rostos mais vulgares dos homens e mulheres, até as minhas feições me enganam com a semelhança. O mundo inteiro é uma terrível testemunha de que um dia ela realmente existiu, e eu a perdi para sempre…”

. Emily Brönte in O Morro dos Ventos Uivantes .

Lucidez

Fomos ingênuos. Como eu, muitos. Tínhamos nas mãos posições através das quais era possível, lentamente, instilar um gesto de lucidez, um pouco de consciência. Semente de inquietação. Alarme. Mesmo com toda a vigilância”.

Ignácio de Loyola Brandão in Não Verás País Nenhum .

Liberdade Olímpica

Acordei hoje com tal nostalgia de ser feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim. Eu queria uma liberdade olímpica. Mas essa liberdade só é concedida aos seres imateriais. Enquanto eu tiver corpo ele me submeterá às suas exigências. Vejo a liberdade como uma forma de beleza e essa beleza me falta”.

. Clarice Lispector in Um Sopro de Vida .

Força

É que um mundo todo vivo tem a força de um Inferno”.

. Clarice Lispector in A Paixão Segundo G. H. .

Você não pode ver o que eu vejo porque vê o que você vê. Não pode saber o que sei porque sabe o que você sabe. O que vejo e o que sei não podem ser acrescentados ao que você vê e ao que você sabe porque são coisas diferentes. Também não podem substituir o que você vê e o que você sabe porque isso seria substituir você mesmo.” (Disse o sábio dos postes, de Hawalius, para Arthur Dent)

. Douglas Adams in Praticamente inofensiva .

Roubartilhado daqui:

Alguém perguntou para o Neil, em seu Tumblr, sobre como ser uma pessoa mais gentil. Esta é sua resposta. Post traduzido do Tumblr do Neil.

30seasons perguntou: “Caro Neil, eu sou uma pessoa horrível. Como ser mais gentil, por favor?”

Neil Gaiman: As vezes, eu suspeito que todos nós somos pessoas horríveis. Ou, pelo menos, somos pessoas humanas. Mesma coisa. Somos impacientes, gostamos de julgar, irritantes e irritados, mal humorados, facilmente ofendidos e todo o resto. Então, como ser mais gentil, se isso não vem naturalmente? Fingindo. Finja um pouco de cada vez. Porque não há realmente nenhuma diferença entre fazer algo de bom para alguém porque você é naturalmente santo e perfeito, e fazer algo de bom para alguém porque você é secretamente demoníaco e tenta encobrir. Ainda é um ato de bondade de qualquer maneira, e você ainda tornou as vidas dos outros melhores. Sorria para as pessoas. Diga olá. Pergunte sobre suas vidas. Lembre-se o que eles já lhe disseram sobre suas vidas. Fazer pequenas coisas para tentar ajudá-los. (Eles não vão saber que você é horrível, não se preocupe. Eles só vão perceber que você está ajudando). Dê às pessoas o benefício da dúvida. Lembre-se que mais frequentemente a culpa é da estupidez e não da maldade, que todos podem estragar tudo (incluindo você) e o que é importante é aprender com isso. Pense “O que uma pessoa verdadeiramente mais gentil faria agora?” — E faça isso. Não se espanque quando você falha. Basta ser tão gentil com você mesmo como você será para os outros — mesmo que você tenha que fingir. E boa sorte.

Livro: A Solidão dos Números Primos
Autor(a): Paolo Giordano
Editora: 
Rocco
Páginas: 288

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Confesso: comprei o livro pelo título que achei lindo! Não sabia nada da história e sequer tinha lido algo a respeito, como geralmente faço antes de comprar. Comprei por impulso e fico feliz de o ter feito. A Solidão dos Números Primos é um livro intenso e doloroso, de leitura simples e rápida. Como um corte na pele, que incomoda no início e deixa uma cicatriz de lembrança pelo resto da vida.

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