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Resenha: Maldito Karma


Livro:
 Maldito Karma
Autor(a): David Safier
Editora:
 Planeta do Brasil
Páginas: 288

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Engraçadíssimo!
Li esse livro em dois dias, porque é simplesmente impossível largar a leitura. Com uma narrativa irreverente e cativante, Safier nos traz uma história divertida e cheia de reviravoltas que te faz rir e chorar.

Kim é uma apresentadora de televisão que está no melhor momento de sua carreira. Vai ganhar um prêmio concorridíssimo e está sendo cortejada pelo mais charmoso colega de trabalho, muito embora seja casada e tenha uma linda filha. É nesse momento que sofre um acidente e morre de uma forma bastante inusitada: atingida por um banheiro espacial de uma estação russa!

Logo após sua morte, Kim se dá conta de continua vivendo mas não mais como humana. Ela renasce como uma formiga, devido a todo o mau karma que acumulou em sua vida egoísta: traiu seu marido, deixou de lado sua filha, mentiu e magoou colegas de trabalho, enfim. Ao vivenciar as experiências de um inseto, Kim vai ter que entender que é preciso acumular bom karma para sair dessa situação e de alguma forma, voltar a fazer parte da vida da filha e do marido que, só agora Kim começa a entender, são a razão de sua vida.

Não tem como não morrer de rir com as situações hilárias pela qual Kim passa em suas muitas vidas em busca de bom Karma. Assim como em algumas passagens você se sente extremamente angustiado e com vontade de ajudá-la a superar as adversidades. Além disso, durante sua hilária jornada, Kim conhece um amigo muito charmoso e engraçado que irá ajudá-la nessa trajetória. As notas de rodapé de Casanova são de chorar de rir e um deleite à parte.

Muito embora essa possibilidade de voltar a reencarnar como animais, fuja bastante daquilo em que acredito, o livro nos faz refletir sobre nossos valores e ações e o autor foi bastante criativo, acertando em cheio no tom da narrativa e cativando o leitor.

Recomendo a leitura!

Resenha: Marina


Livro:
 Marina
Autor(a): Carlos Ruiz Zafón
Editora:
 Suma de Letras
Páginas: 189

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

~

Marina é o terceiro romance que leio de Zafón, embora tenha sido escrito antes de “A Sombra do Vento”, meu favorito e “O Jogo do Anjo”. Acredito que a essa altura eu já possa falar do autor com um pouco mais de profundidade e não há como não ser só elogios. A narrativa é simplesmente arrebatadora e te consome logo nas primeiras linhas. As histórias contadas por ele, são daquelas que, mesmo quando não se está com os livros na mão, ficam assaltando os pensamentos.

O que me impressiona é a incrível habilidade nas descrições das ruas, casarões, cemitérios e cenários infindos e maravilhosos nos quais parecemos mergulhar e fazer parte durante a leitura. Além da vontade imensa de conhecer pessoalmente. Eu jamais conseguirei ir a Barcelona (se algum dia, for mesmo) sem querer procurar o cemitério de Sarriá, ou o Cemitério dos Livros de “A Sombra do Vento”. Zafón tem esse dom de instigar a curiosidade e o prazer pelo conhecimento.

Dois Tipos

Alguns afirmam que há dois tipos de livros. O livro que o autor escreve e o que o leitor possui”.

. Jean-Claude Carrière in Não Contem com o Fim do Livro .

Roteiro

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Cada um de nós precisa (mas ninguém nos explica isso) escrever o roteiro de sua existência dando-lhe sentido nos espaços brancos e nas entrelinhas das fatalidades e dos acasos (nos quais eu não acredito). Cúmplices de nós mesmos nesse solitário brinquedo de existir, alternamos trabalho duro com euforia cintilante, desejo de se ocultar atrás de fantasias e o ímpeto de arrancar as máscaras e finalmente ser”.

. Lya Luft in O Tempo é um Rio que Corre .

Resenha: O Flagelo de Hitler


Livro:
 O Flagelo de Hitler
Autor(a): Albert Paul Dahoui
Editora: Lachatre
Páginas: 224

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

 

Emocionante!
Acho que já é de conhecimento das pessoas que acompanham minhas leituras e resenhas, e dos que me conhecem que tenho um grande interessante pela literatura do holocausto e esse foi o motivo pelo qual decidi ler este livro.

Eu poderia dizer que fiquei decepcionada pelo fato de o livro sequer tocar no assunto holocausto antes das últimas páginas, mas realmente não fiquei, pois a história me envolveu de uma forma, que não conseguia parar de ler. A leitura é daquelas que flui com facilidade e os ensinamentos e passagens emocionantes fazem refletir sobre nossas vida e nossas escolhas, o que é fundamental num livro espírita.

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Resenha: O Milagre

Livro: O Milagre
Autor(a): Nicholas Sparks
Editora:
Leya
Páginas: 326

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

~

Nicholas Sparks nos traz nessa história um romance bonito e tranquilo, agradável de ler e para momentos em que você precisa relaxar de histórias muito pesadas, tristes ou reflexivas. É o tipo de leitura que flui e quando você vê já está nos capítulos finais. Confesso que fiquei o livro inteiro esperando qual seria a tragédia dessa história, pois Sparks é especialista em colocar um drama e um final surpreendente em seus livros, mas neste não teve. A trama segue um ritmo bom até o final, com algumas cenas bem bonitas.

A história gira em torno de Jeremy, um jornalista investigativo que escreve para uma revista famosa desvendando mistérios como casas mau-assombradas, médiuns fraudulentos e fantasmas. Recebe uma carta de uma cidadezinha no sul do país falando sobre um cemitério com luzes misterioas que aparecem a noite e decidi ir até lá para conferir. E é no cenário aconchegante de Boone Creek que Jeremy encontra Lexie, uma bibliotecária (gostei muito dessa parte😉 ) que o ajuda nas pesquisas para desvendar o mistério das luzes.

Daí pra frente tudo é muito previsível, mas não por isso menos interessante. Sparks é uma leitura relaxante e gostosa e sempre nos traz um romance bonito com personagens cativantes.

Palavras Ansiosas

Eu batia pé — porque era impertinente, e porque queria algo “agora”. Um dos adultos, divertido, disse: — O agora nem existe! Aborrecida, pedi a meu pai que me explicasse aquilo, e ele tentou: — O tempo está sempre passando, é como a água de um rio, a cada instante tudo muda. Até a gente não é a mesma pessoa de um segundo atrás. E acrescentou para eu entender melhor: — Quando a gente começa a pensar a palavra “agora”, entre o primeiro “a” e o “a” final já transcorreu um tempinho, portanto nada é a mesma coisa, e a cada momento a gente não é a mesma pessoa. Levei dias procurando em vão empilhar as letras do “agora” para que fossem uma coisa só, num só instante. Mas não consegui enganar a esfinge que nos proporciona pequenos milagres e grandes tragédias, no duelo das ideias e das palavras ansiosas.

Lya Luft in O Tempo é um Rio que Corre

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