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A Escritora como Leitora


Roubartilhado daqui:

Na infância, na adolescência, a leitura não era apenas minha distração predileta, mas também a chave que me abria o mundo. Ela me anunciava meu futuro: identificando-me com heroínas de romance, através delas pressentia meu destino. Nos momentos ingratos de minha juventude, salvou-me da solidão. Mais tarde, ajudou-me a ampliar meus conhecimentos, a multiplicar minhas experiências, a compreender melhor minha condição de ser humano e o sentido de meu trabalho de escritora. Hoje, minha vida está realizada, minha obra está realizada, ainda que possa prolongar-se: nenhum livro me proporcionaria uma revelação fulminante. No entanto, continuo lendo muito: pela manhã, à tarde, antes de começar a trabalhar, ou quando estou cansada de escrever; se, por acaso, passo uma noite sozinha, leio; no verão, em Roma, passo horas lendo. Nenhuma ocupação me parece tão natural. No entanto, pergunto-me: se nada mais de decisivo pode ocorrer-me através dos livros, por que continuo tão presa a eles?

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Resenha: O Projeto Hades


Livro:
 O Projeto Hades
Autor(a): Lynn Sholes
Editora:
 Pensamento
Páginas: 343

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Indicação e empréstimo de uma professora da escola, esse livro chegou num ótimo momento em que eu precisava mesmo de um triller de supense que prendesse bastante atenção. A narrativa lembra muito Dan Brown e a história de Anjos e Demônios é um dos meus temas favoritos, ao contrário de Vampiros que não é o meu forte.

Apesar de não ter lido os livros que precedem esta história e que tem os mesmos protagonistas, Cotten Stone, a bela jornalista que na verdade é filha de um anjo caído que se regenerou e John Tyler, o belo cardeal que a ajudará no desenrolar de mais uma trama envolvendo religião, foi possível entender através da explicação dos autores a proximidade e intimidade entre os personagens que com certeza foram bem desenvolvidos nos primeiros dois livros.

Nesta história, Cotten Stone volta a suas origens para ajudar uma amiga de infância cuja filhinha está passando por problemas espirituais. A princípio Cotten imagina ser apenas trauma pela perda recente do pai da garota, mas no fim descobre que é o início de uma grande catástrofe que pode cumilnar na vitória final das forças do mal e do grande Filho do Amanhecer. Inicia-se então uma incansável corrida através de diversos países para encontrar uma antiga relíquia que é o ponto chave para lançar o “Projeto Hades”.

A narrativa é empolgante e os personagens, como já disse, muito bem delineados. Li super rápido, no desespero de saber o que iria acontecer na próxima página e adoro livros neste estilo. Só realmente não gostei de como as coisas terminaram. Deu a impressão de que tinham que resolver tudo na ultima página e acabou ficando um final parecido com os finais de novela.

Afora isso, vale a pena conhecer!

Dizendo sim

Não é preciso decidir segundo leis da sociedade ou críticas alheias, nem, a essa altura, fazer o impossível para ser aceito na tribo, como na adolescência: descobrir o que se quer é essencial. É raro. E, como afirmou um personagem meu, quando alguém resolve não pagar mais o altíssimo tributo da acomodação, mas construir sua história além dos ditames e dos preconceitos, está pela primeira vez para si mesmo dizendo sim.
Dizendo: eu sou esse, não outro; meu jeito é assim, essa é a minha voz, isso eu quero, não o que os outros esperam de mim. E , se não faço mal a ninguém, eu vou por esse caminho.
Aprendemos eventualmente a gostar de nós. Gente demais se subestima, se desvaloriza, aceita qualquer vida, qualquer pessoa, qualquer roteiro.
Conseguimos até ficar sozinhas nessa pequena liberdade: a de que o tempo é um fato natural, é crescimento e mudança permanente. Que ele não só nega e rouba com uma das mãos, mas com a outra mão, oferece.

Lya Luft in O Tempo é um Rio que Corre

As Letras

As letras são o alimento da juventude, a paixão da idade madura e a recreação da velhice; dão-nos brilho na prosperidade, e são uma consolação, um recurso no infortúnio; fazem as delícias do gabinete, e não embaraçam em nenhuma situação da vida; de noite servem-nos de companhia, e vão connosco para o campo e em viagem”.

. Marcus Cícero in (Citador.pt) .


Livro:
 Ler, viver e amar em Los Angeles
Autor(a): Jennifer Kaufman e Karen Mack
Editora:
 Casa da Palavra
Páginas: 320

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Começa com Ler, …
Eu gostei bastante desse livro, embora eu tenha visto várias opniões bastante diversas a respeito dele. Concordo com algumas opniões de que a história e a narrativa não são lá daquelas que nos fazem suspirar ou ficar extremamente entusiasmados com a leitura e que o desenrolar dos fatos é lento e a protagonista não muito cativante.

Mas, como costumo fazer com algumas leituras, eu foco em um aspecto que me chama muita atenção e o restante fica em segundo plano não pesando muito na minha avaliação. E o meu foco, nesse livro, como devem imaginar, é a leitura e os livros.

A maioria dos livros com esse tema central (e principalmente os que tem alguma biblioteca envolvida), tendem a me influenciar de forma a gostar da história imediatamente. Isso, e o fato da protagonista mergulhar nos livros como forma de escapar de sua realidade (coisa que costumo fazer também), me fizeram automaticamente me identificar com a história.

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07.01 [17] – Dia do Leitor

A leitura não depende da organização do #tempo social, ela é, como o amor, uma maneira de ser. A questão não é saber se tenho tempo para ler ou não (tempo que, aliás, ninguém me dará), mas se me ofereço ou não à felicidade de ser leitor”.

. Daniel Pennac in Como um Romance .


Livro:
As Pequenas Memórias
Autor(a): José Saramago
Editora:
 Cia das Letras
Páginas: 142

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Mais um livro genial de Saramago, embora não esteja entre os meus favoritos. A obra é uma autobiografia dos primeiros quinze anos de vida do autor, desde seu nascimento em 1922 na aldeia da Azinhaga até os estudos na escola industrial de Lisboa, de onde saiu serralheiro mecânico. O intuito do autor ao escrever o livro era “que os leitores soubessem de onde saiu o homem que sou”. Conseguiu. Foi uma leitura muito agradável pelas recordações desse autor tão querido.

A narrativa das recordações é feita da mesma forma como as demais obras do autor, sem pontuações nos diálogos, sua marca registrada. Esse recurso, neste livro, não tornou a leitura cansativa como as vezes em obras mais longas do autor. Para quem é fã de Saramago, a leitura é curiosa e traz aquele gostinho de quero mais em cada página, pois você quer conhecê-lo mais a fundo, saber de suas descobertas, alegrias e medos.

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