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Archive for the ‘Emily Brönte’ Category

Morno Repouso

{…} Não teria então lançado esse grito de covardia,
Resignado o pensamento e denunciado a vida,
Não teria chamado de bendito o poder de esquecer…
Nem, estendendo para a morte as minhas mãos impacientes,
Implorando que em troca de um morno repouso,
Me arrebatassem esta alma palpitante
E este sopro de vida.
Oh! deixe-me morrer… e que logo se acabe
A terrível disputa entre o corpo e a alma.
Que o mesmo Sono para sempre a absorva
A derrota do bem e o mal triunfante!

. Emily Brönte in O vento da Noite .

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Assim que aquele fantasma, Cathy, passou os dedos ossudos pelo vidro da janela, fiquei fascinada e não consegui mais largar o livro. Com Emily eu podia ouvir os gritos desesperados de Heathcliff nas charnecas. Não acredito que depois de ler uma escritora tão boa quanto Emily Brönte eu consiga voltar a ler ‘Ill-Used by Candlelight’ da srta. Amanda Gillyflower. Ler bons livros não permite que você goste de livros ruins”.

. Mary Ann Shaffer e Annie Barrows in 
A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata .

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Se olho para essas lajes, vejo nelas gravadas as suas feições.! Em cada nuvem, em cada arvore, na escuridão da noite, refletida de dia em cada objeto, por toda a parte eu vejo a tuda imagem.! Nos rostos mais vulgares dos homens e mulheres, até as minhas feições me enganam com a semelhança. O mundo inteiro é uma terrível testemunha de que um dia ela realmente existiu, e eu a perdi para sempre…”

. Emily Brönte in O Morro dos Ventos Uivantes .

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“Morro dos Ventos Uivantes” é o nome da morada do sr. Heathcliff; uma denominação tipicamente provinciana que descreve o tumulto atmosférico a que a construção se vê exposta durante as tempestades. De fato, lá no alto deve haver rajadas puras e revigorantes a qualquer hora: chegamos a imaginar a força do vento norte soprando para além do precipício graças a uns poucos abetos retorcidos nas imediações da casa; e por uma cerca de espinheiros magros, todos estendendo os galhos na mesma direção, como que pedindo esmolas ao sol.

Emily Brönte in O Morro dos Ventos Uivantes

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Livro:
O Morro dos Ventos Uivantes
Autor(a): Emily Brönte
Editora: Record
Páginas: 397

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Há uma linda citação de Zafón em seu igualmente lindo livro A Sombra do Vento que diz que “poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao seu coração”. E eis então o que me ocorreu com O Morro dos Ventos Uivantes e sua história de amor controversa. Desde a primeira vez que peguei a primeira edição com tradução de Rachel de Queiroz nas mãos, aos 19 anos, já li o livro quatro vezes. Em todas elas me emociono de derramar lágrimas e não me canso de venerar a brilhante e sensível escrita de Emily Brönte, magnífica escritora que morreu aos 30 anos sem sequer saber que seu livro seria consagrado como um dos romances mais importantes da literatura inglesa e mundial.

(mais…)

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Impraticável

Meus maiores sofrimentos neste mundo têm sido os sofrimentos de Heathcliff; fui testemunha deles e senti-os todos, desde o começo. Meu maior cuidado na vida é ele. Se tudo desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria a existir. E se tudo o mais ficasse, e ele fosse aniquilado, eu ficaria só em um mundo estranho, incapaz de ter parte dele. Meu amor por Linton é como a folhagem da mata: o tempo há de mudá-lo como o inverno muda as árvores, isso eu sei muito bem. E o meu amor por Heathcliff é como as rochas eternas que ficam debaixo do chão; uma fonte de felicidade quase invisível, mas necessária. Nelly, eu sou Heathcliff. Sempre, sempre o tenho no meu pensamento. Não é como um prazer – porque eu também não sou um prazer para mim própria -, mas como o meu próprio ser. Portanto, não fale mais em separação: é impraticável.

Catherine Earnshaw, personagem de
Emily Brönte in O Morro dos Ventos Uivantes

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Terra tão calma

Demorei-me um pouco por ali, sob o sereno céu, a olhar as mariposas que esvoaçavam entre as urzes e as campânulas, e a ouvir o vento suave a soprar na relva, e pensando sempre que ninguém poderia atribuir um sono agitado aos habitantes daquela terra tão calma”

. Emily Brönte in O Morro dos Ventos Uivantes .

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