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Archive for the ‘José Saramago’ Category


Livro:
 Que Farei com Este Livro?
Autor(a): José Saramago
Editora:
 Cia. das Letras
Páginas: 232

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Definitivamente eu sou fã de Saramago. Até mesmo no gênero teatro, que não é o meu forte, ele conseguiu me cativar. Confesso que a leitura das três peças que compõe esse livro foi mais simples e agradável para mim. Acredito que isso se deva aos longos e poéticos, embora não tão poéticos quanto Shakespeare, diálogos e conversas ao longo das três incríveis histórias. Copiei lindas citações e embora o tema, político e ao mesmo tempo existencial, também não seja dos meus favoritos, a leitura fluiu e só confirmou a habilidade do autor português.

A primeira peça, chamada “Que farei deste livro?” trata do retorno de Luís de Camões das Índias com seus escritos, Os Lusíadas. Na obtusa Inquisição e medíocre corte de Lisboa da época, Camões tem que negociar a permissão para publicar a sua obra, que veio a se tornar a amior da língua portuguesa. Gostei bastante dessa primeira peça, e foi das três a que li com maior interesse. Os diálogos são ótimos, afiados e cativam o leitor.

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Livro:
As Pequenas Memórias
Autor(a): José Saramago
Editora:
 Cia das Letras
Páginas: 142

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Mais um livro genial de Saramago, embora não esteja entre os meus favoritos. A obra é uma autobiografia dos primeiros quinze anos de vida do autor, desde seu nascimento em 1922 na aldeia da Azinhaga até os estudos na escola industrial de Lisboa, de onde saiu serralheiro mecânico. O intuito do autor ao escrever o livro era “que os leitores soubessem de onde saiu o homem que sou”. Conseguiu. Foi uma leitura muito agradável pelas recordações desse autor tão querido.

A narrativa das recordações é feita da mesma forma como as demais obras do autor, sem pontuações nos diálogos, sua marca registrada. Esse recurso, neste livro, não tornou a leitura cansativa como as vezes em obras mais longas do autor. Para quem é fã de Saramago, a leitura é curiosa e traz aquele gostinho de quero mais em cada página, pois você quer conhecê-lo mais a fundo, saber de suas descobertas, alegrias e medos.

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2014-07-28-kindnesstoyouiskindness

Acho que a grande revolução, e o livro «Ensaio sobre a Cegueira» fala disso, seria a revolução da bondade. Se nós, de um dia para o outro, nos descobríssemos bons, os problemas do mundo estariam resolvidos. Claro que isso nem é uma utopia, é um disparate. Mas a consciência de que isso não acontecerá, não nos deve impedir, cada um consigo mesmo, de fazer tudo o que pode para reger-se por princípios éticos. Pelo menos a sua passagem pelo este mundo não terá sido inútil e, mesmo que não seja extremamente útil, não terá sido perniciosa. Quando nós olhamos para o estado em que o mundo se encontra, damo-nos conta de que há milhares e milhares de seres humanos que fizeram da sua vida uma sistemática acção perniciosa contra o resto da humanidade. Nem é preciso dar-lhes nomes”.

. José Saramago in Folha de S. Paulo, Outubro 1995  .

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Metade

… Como se acabasse de descobrir algo que estivesse obrigado a saber desde muito antes, murmurou triste, é desta massa que somos feitos? Metade de indiferença, metade de ruindade”.

. José Saramago in Ensaio sobre a Cegueira .

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A palavra de que eu gosto mais é não. Chega sempre um momento na nossa vida em que é necessário dizer não. O não é a única coisa efectivamente transformadora, que nega o status quo. Aquilo que é tende sempre a instalar-se, a beneficiar injustamente de um estatuto de autoridade. É o momento em que é necessário dizer não. A fatalidade do não – ou a nossa própria fatalidade – é que não há nenhum não que não se converta em sim. Ele é absorvido e temos que viver mais um tempo com o sim”.

. José Saramago in “Folha de S. Paulo” (1991) .

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Viagem

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse: ‘Não há mais o que ver’, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

José Saramago

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Situações

Há situações na vida em que já tanto nos dá perder por dez como perder por cem, o que queremos é conhecer rapidamente a última soma do desastre, para depois, se tal for possível não voltarmos a pensar mais no assunto“.

. José Saramago .

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