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Livro:
 Através do Espelho
Autor(a): Jostein Gaarder
Editora:
 Companhia das Letras
Páginas: 141

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Leitura rápida e típica de Gaarder: filosofia, mistérios e um bom drama. Este livro conta a história triste de Cecília Skotbu, uma encantadora menina que não viverá muito tempo. A cada dia ela fica mais fraca e já logo no início do livro está de cama, sem conseguir levantar-se nem mesmo para o almoço de Natal. Embora seu corpo esteja debilitado, sua mente é muito ágil e ela fica sempre muito atenta a todos os ruidos da casa e de seus familiares. Anota em seu caderninho, presente do médico que cuida dela, tudo que está acontecendo a sua volta nestes ultimos momentos de vida que lhe restam. Um belo dia, ela recebe a visita do anjo Ariel e com ele compartilha seus sentimentos e emoções, enquanto recebe de volta muitos conhecimentos sobre os mistérios dos céus, do universo e da vida. É uma bela história, com trechos das conversas entre Ariel e Cecília muito emocionantes e que nos faz refletir, como todo livro de Gaarder. Não é um dos que mais gostei dele, mas é uma leitura recomendada!

De todos os que preenchem nossa solidão, são os livros os mais anárquicos, os mais instigantes. Leia, e seu silêncio ganhará voz”.

. Martha Medeiros in Voz .

Resenha: O Castelo de Vidro


Livro:
 O Castelo de Vidro
Autor(a): Jeannette Walls
Editora:
 Nova Fronteira
Páginas: 368

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Esta é a realidade!
Este livro é uma autobiografia impressionante da jornalista Jeannette Walls desde os seus 3 anos até a idade adulta. A autora vai descrevendo fatos tão chocantes de sua vida que em vários momentos fiquei me perguntando: será que é possível?

Sim, é. Esta é a realidade. O livro nos faz refletir sobre nossas próprias vidas, nossos relacionamentos em família, as circunstâncias que achamos dramáticas e que em relação ao que essa jornalista viveu se torna tão mais aceitável e normal.

O que achei mais impressionante é que apesar dos absurdos e horrores vividos, a autora descreve tudo de forma natural e otmista. Como se os momentos terríveis vividos por ela e sua família ao longo do tempo só tivessem acontecido para torná-los fortes. E com certeza os tornam, pois conseguem sobreviver a todos esses momentos e ainda rir deles. No fim, há uma espécie de final feliz, apesar de tudo.

Jeannette Walls é uma sobrevivente e soube contar sua história de forma a nos manter presos nas páginas do livro. Leitura recomendada!

Tenho o santo horror da frieza calculada, da boa educação, do prudente juízo duma mulher. Aos homens pertence tudo isso, e a mulher deve ser muito feminina, muito espontânea, muito cheia de pequeninos nadas que encantem e que embalem. Meu amigo, se esperas ter uma mulher sem areia nenhuma, morres de aborrecimento e de frio ao pé dela e não será com certeza ao pé de mim… Comigo hás-de ter sempre que pensar e que fazer. Hás-de rir das minhas tolices, hás-de ralhar quando elas passarem a disparates (hão-de ser pequeninos…) e hás-de gostar mais de mim assim, do que se eu fosse a própria deusa Minerva com todo o juízo que todos os deuses lhe deram”.

. Florbela Espanca in Correspondências .


Livro:
 O Coração Amarelo
Autor(a): Pablo Neruda
Editora:
 L&PM
Páginas: 88

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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E de tanto não responder, tenho o coração amarelo”.

Acho que essa frase diz muito sobre esse livro de Neruda, que não poderia ter um nome mais propício. Acredito que o Amarelo foi usado pelo autor para denotar a tristeza, angústia, aperto no peito e cansaço. O livro foi escrito pouco tempo antes dos anos cruéis e terríveis da ditadura em seu país, o Chile. E é como se os lindos poemas de Neruda reunidos neste coração amarelo fossem uma homenagem às amizades e amores que teve em sua vida. De todos os belíssimos poemas, destaco “O tempo que não se perdeu“, e termino com uma frase que me chamou atenção:

O medo é também um caminho”.

Leitura recomendada!


Livro:
 Veronika Decide Morrer
Autor(a): Paulo Coelho
Editora:
 Benvirá
Páginas: 254

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Eu confesso que não sou fã de Paulo Coelho! Já li alguns livros dele, como “O Alquimista” (não gostei), “Nas Margens do Rio Piedra eu Sentei e Chorei” (gostei) e “Diário de um Mago” (que desisti no meio da leitura). Não é o tipo de literatura que costuma me agradar e acho-o muito comercial. Escreve bem, prende a atenção, mas não é o tipo de leitura que busco. De qualquer forma, depois que assisti ao filme deste livro que achei muito interessante, senti a necessidade de ler o livro e me surpreendi.

Veronika Decide Morrer é uma história forte sobre a importância da vida e do amor. Veronika é uma jovem igual a muitas outras, igual a nós. Bonita, bem de vida, tem um bom trabalho, não lhe faltam pretendentes. Sua vida transcorre sem grandes acontecimentos, alegres ou tristes. Uma vida normal. Normal demais e ela não é feliz. Um belo dia, achando que nada vai mudar se continuar vivendo, decide acabar com tudo isso e decide se suicidar. Os muitos comprimidos que tomou para tentar o suicídio danificaram o seu coração irreversívelmente, mas não a mataram e ela então é levada para uma clínica chamada Villete para passar seus últimos dias de vida.

Em seu caminho rumo à morte, Veronika começa a descobrir sentimentos que até então desconhecia. Constrói alguns relacionamentos dentro da clínica, se descobre, encontra prazeres em novas atitudes antes jamais pensadas e começa a se arrepender de ter tentado o suicídio. Decide viver os últimos dias de sua existência com intensidade e redescobre a paixão pela vida que tinha perdido.

“Quando tomei os comprimidos, eu queria matar alguém que detestava. Não sabia que existiam, dentro de mim, outras Veronikas que eu saberia amar”.

A leitura dessa história é bastante enriquecedora, nos faz refletir que estamos sempre escolhendo, a cada momento de nossas vidas, entre desistir e seguir adiante. Leitura recomendada!


Livro:
 O Conde de Monte Cristo
Autor(a): Alexandre Dumás
Editora:
 Zahar
Páginas: 1663

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Eu me apaixonei pela história de O Conde de Monte Cristo, pois é simplesmente fantástica e te prende do início ao fim. Não há como não ser cativado pelo protagonista da história e sentir suas dores, seu rancor, sua vontade de vingança! Alexandre Dumàs foi realmente um mestre na narração desse romance que juntamene com Os Três Mosqueteiros é considerado uma de suas mais populares obras.

Edmond Dantés, um marinheiro que acabara de receber o posto de capitão do navio por mérito e de pedir em casamento o amor de sua vida, Mercedes, é preso sob falsa acusação por ter ido à Ilha de Elba, onde teria recebido uma carta de Napoleão em seu exílio. A carta, na verdade, fazia parte de um plano bolado por três pessoas que tinham interesse no acontecido: o juiz de Villefort, filho do destinatário da carta de Napolão e que queria silênciá-lo, Danglars amigo de Edmund mas que desejava o posto de capitão que lhe fora dado e Fernand Mondengo, seu melhor amigo e primo que desejava casar-se com Mercedes em seu lugar.

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